domingo, 9 de agosto de 2009

JESUS, O NEGOCIO DO MOMENTO

O negocio é Jesus, todo mundo tenta levar uma vantagem em cima do nome santo do todo poderoso, é uma hipocrisia sem tamanho. O mercado da fé cada dia cria novos produtos. As grandes emissoras de televisão de olho neste filão, começam a abrir espaço para o tema. Uma enxurrada de padres estão virando cantores, pastores estão se transformado em pop-star e os cantores fracassados já sabem qual o caminho a seguir, ou seja, o caminho gospel. A igreja que já foi um dos pilares para a sociedade durante séculos, hoje encontra-se mais perdida do que o senado nacional. Onde vamos parar? Onde está Deus em tudo isto? Estamos vivendo a banalização do evangelho, pequenas igrejas criam-se grandes negócios. Estão vendendo de tudo; água milagrosa, terra santa, rosa ungida, medalhinha abençoada, lagrima da santa, tapetinho de fogo e por ai vai... Sinto a sensação de vivermos novamente o período da inquisição, onde as indulgências transpareciam nas classes sociais dos indivíduos, daí a procedência de tantos santos, hoje isto não seria possível pois somente os políticos iriam ter acesso sacerdotal. Não podemos nem mais assistirmos nossos tolos programas televisivos em paz, ao mudarmos de canal teremos as seguintes opções; os canais de leilão, “celebridades” ou as rezas com vendas de produtos no final da “benção”, assim não dá. Cerca de 40% das emissoras de radio do país já estão nas mãos das instituições da fé, mas não a serviço do reino de Deus, mas a serviço dos “empresários de Jesus”. Pergunto, onde estão os doutores da lei, ninguém fala nada, estão banalizando o nome de Deus e parece ser a coisa mais comum do mundo. Sempre ouço dizer que tudo é uma forma de falar do senhor, tudo é um meio de evangelização, mas será que não existem outros caminhos, tem que faturar por cima sempre? Enquanto os barões do cristianismo cruzam o país em jatos fretados, milhares de fieis sofrem nas mais adversas precariedades da sociedade, está faltando verdadeiros homens de Deus. Por que Jesus é o bom negocio do momento? Pensem comigo; a marca é forte, a franquia é grátis, tem uma excelente aceitação, sem rejeição pelo consumidor e um prazo de validade de mais de 2000 anos, realmente o negocio é Jesus. Mas infelizes dos que estão pensando assim, todos serão cobrados. Não tenho nada contra a evangelização, pois ela tem que existir maciçamente, que bom que a tv’s estão abrindo espaço para os cristãos, mas isto não deveria ser comercio pois gravadoras estão pagando para cantores se apresentarem nos programas, que bom que as pessoas que pregam a fé estão vivendo uma vida confortável, mas isto também deveria ser para os fieis, pois todos deveriam comungar do mesmo direito de uma vida melhor e mais amenizada. Jesus é maravilhoso e infinitamente misericordioso, mas não tenhamos a altivez de tirar vantagem sobre isto. A benção de Deus é para todos que Nele confiam e seguem seus mandamentos e sendo fieis. O próprio Deus não faz terrorismo em cima de ninguém, ele não precisa do dinheiro de ninguém para ser o que sempre foi. Quanto aos simples mortais e amantes do evangelho, assim como eu e você, vamos parar de correr atrás de milagres, vivamos uma vida justa e correta e então iremos ver o milagre correndo atrás de nós. Jesus não é o negocio do momento, ele é o precioso momento que se encontra agora entre eu e você.

sábado, 18 de julho de 2009

TEOFILOSCIENCIA

O que é a Teofilosciencia?

Ciência que estuda os efeitos e causas existentes entre a razão da consciência e a cresça na existência de Deus criador e suas relações de sagrado e espiritual no consciente coletivo.

Teofilosciencia, de onde surge este nome?

O nome surge da junção das palavras Teologia, Filosofia e Ciência. Estes são os pilares de estudo desta modalidade cientifica.

Como surge a Teofilosciencia?

Nasce no Brasil, no estado de Minas Gerais no ano 2000, a partir de estudos e observações do professor Wanderson Cleiton do Carmo.

Em que acredita a Teofilosciencia?

Suas principais características estão resumidas em questionamentos existentes entre religiosos, cientistas do consciente humano e céticos, na qual acredita-se que o homem não é apenas um elo de recepção e captação do Deus criador, mas peça fundamental para a existência da consciência de mundo, onde a essência do que se considera divino é a base fundamental para a existência do próprio homem, pois sem tal cresça, a humanidade não teria sobrevivido no decorrer dos séculos, onde a espiritualidade cria uma consciência racional para o desenvolvimento intelectual do próprio homem, pois sem tal nível mental, que por sua vez é desencadeado pela busca no “imaginário coletivo”, torna possível o estudo da consciência do individuo em buscar o sagrado, sendo este campo espiritual a essência da harmonia e equilíbrio do convívio social e coletivo.

Principais perguntas e idéias defendidas na Teofilosciencia?

- Por que mesmo questionado Deus nunca deixou de ser citado, acreditado, contestado e venerado?
- Se não existisse o efeito imaginário de Deus, em que o homem acreditaria?
- Por que espelhar-se em Deus e em seus mandamentos, cria a ordem passiva e social em determinados indivíduos?
- Se Deus não se manifestasse sobre o inconsciente coletivo, quais seriam os paradigmas a serem respeitados e acreditados?
- O não acreditar de forma sobrenatural, seria saudável para o ser humano?
- Por que a fé no criador é essência estrutural de culturas milenares, folclores, devoções e fator determinante para a criação até mesmo de políticas publicas?
- Se a bíblia não é um livro filosófico a ser desvendado por todos, por que o filho de Deus falava por parábolas?
- Se Deus não quisesse a racionalidade para segui-lo, por que a bíblia é um livro de difícil compreensão?
- Jesus, o Cristo não era filho de Deus, por que suas idéias revolucionaram a historia da própria humanidade e é determinante socialmente e religiosamente até nos dias contemporâneos?


Onde a Teofilosciencia se apóia?

A estruturação para a existência desta ciência encontra-se no campo das Ciências Humanas e dentro desta, outras ciências especificas e já desenvolvidas, são bases de estruturação para os estudos, tais ciências são:

Psicologia, História, Filosofia, Antropologia, Ciências sociais, Ciências da religião e Teologia.

Qual o benéfico ou contribuição que a Teofilosciencia traz para a humanidade?

As principais contribuições estão no campo metafísico acadêmico. Esta não é uma ciência para leigos em estudos filosóficos ou religiosos, mas apenas mais uma ferramenta para a compreensão da própria historia da humanidade.

domingo, 5 de julho de 2009

A CARIDADE

No dia 19 de julho é comemorado o dia da caridade, mas o que é isto afinal? Caridade é um sentimento ou uma ação de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Pode ser traduzido como; Amor, cuidado e atenção ao próximo, bondade e compaixão. Para o Cristianismo a caridade é o "amor ao próximo como a si mesmo". É um dos sentimentos mais belos do ser humano.


Exercícios:

1 – O que é a caridade e como praticá-la?
2 – O que é amar ao próximo?
3 – Alem da caridade quais são os outros sentimentos que o ser humano tem?
4 – Como poderia ser comemorado o dia da caridade?
5 – Como podemos ser caridosos na escola, em casa e com nossos amigos?
6 – Conte-nos uma historia, noticia, novela, musica ou filme que fale sobre a caridade:
7 – Em casa cole gravuras ou noticias de jornais ou revistas sobre a caridade:

Nazismo, a face da intolerância.

O Nazismo foi a ditadura que governou a Alemanha de 1933 a 1945, sendo baseado no anti-capitalismo, anti-liberalismo e no racismo. Adolf Hitler classificava os ciganos, protestantes, judeus, negros, deficientes físicos e mentais, homossexuais e não arianos como "raças parasíticas e impuras", por tanto deveriam morrer. O holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres e o extermínio de aproximadamente 5 milhões de pessoas. O genocídio de Hitler só terminou com a segunda guerra mundial, quando o mundo resolveu dá um basta a esta vergonha.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Psicologia e homossexualidade: o que pensam os estudiosos?

Em uma carta datada em 9 de abril de 1935, Freud chamou a homossexualidade de “uma variante da função sexual produzida por uma retenção do desenvolvimento sexual.” Assim, o "pai da Psicanálise" deixou claro que a homossexualidade está relacionada a uma retenção (retardamento, atraso) do desenvolvimento sexual.

Carl Gustav Jung, por sua vez, acreditava que o homossexual “foi aprisionado por um complexo materno ou paterno e seu lado masculino ou feminino é vivenciado projetivamente em outro homem ou mulher, com quem passa a ter uma relação erótica, permanecendo imaturo.”

A Drª. Vanilde Gerolim Portillo, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada e Especialista em Terapia Junguiana, afirma que, segundo Jung, os efeitos do complexo materno realmente podem resultar em “distúrbios psíquicos”. Entre esses distúrbios, ela destaca o homossexualismo e a impotência sexual.A condição homossexual é realmente uma forma de aprisionamento psíquico. Ela entende que “no homossexualismo, a heterossexualidade do filho fica presa à mãe de forma inconsciente.”

Ainda de acordo com a Drª. Vanilde Gerolim, a homossexualidade masculina pode causar diversos transtornos aos indivíduos que não recebem o tratamento adequado para lidar com seus complexos. Ela adverte explicitamente: “a constelação de um complexo materno no homem poderá trazer-lhe problemas que, se não observados e trabalhados adequadamente, destruirão sua vida ou pelo menos atrapalharão de forma impiedosa seu desenvolvimento e sua maturidade psicológica.”

terça-feira, 16 de junho de 2009

A FACE MORTE


A morte é a razão humana não aceita. O confronto existente entre o está vivo e o “não existir mais”, passa a ser simplesmente inaceitável pelo seres normais da sociedade dita moderna ocidental. Não compreendemos o fato da não existência, não perdoamos a quem nos toma ou o questionamos. Certamente que a morte é sempre um exercício pratico do nível de consciência racional e humanista que recebemos durante a vida. Não estaremos nunca prontos para a morte pois nunca estaremos preparados para a perda.
As lagrimas pelos que partem é um processo necessário para quem fica, necessitamos de passar pelo caminho do luto, vivencia-lo e respeita-lo. Por mais que procuremos respostas exatas para a perda de quem amamos, nunca encontraremos a chamada verdade ou a justificação para tal. Morrer é o complemento do ciclo da vida, é um jogo injusto mas necessário para a complementação do próprio individuo .
Diante do pensamento de quem se foi, é um dos poucos momentos íntimos que temos com nosso EU, pois passamos a pensar não na morte mas na vida, por outros ângulos , como a vida que estamos levando, a vida que queremos ter ou a vida vivenciada ou desperdiçada por quem partiu.
A quem fica resta somente as lembranças, pois a saudade passa a ser mais real do que o próprio fato do outro não existir mais. Aprendemos com a morte, nos recuperamos com as lagrimas e criamos a esperança ou imaginação do reencontro. O vazio que fica será preenchido com a aproximação de todos que faziam de alguma forma parte de quem deixou saudade.
Vivamos a intensidade do minuto, sem medo e sem macula. Sem culpa ou desprezo, sem inveja ou preconceito. Vivamos simplesmente pelo fato do valor que devemos a própria vida e a gratidão a Deus que nos a concede em mais este dia. Que realmente possamos compreender a celebre frase popular “viver a vida”.



Dedico este artigo a aluna Letícia, eterna saudade.

domingo, 7 de junho de 2009

Pensando na maioridade penal

Vamos pensar juntos, os sujeitos sabem o que é sexo e na maioria das vezes pratica, mas dificilmente sabe o que amor ou amar alguém. Sabe o que é dinheiro e como gastá-lo, mas não tem a menor vontade ou chance de ganhá-lo. Sabe de lei e direitos, mas esquece com os direitos, vem também os deveres. Em suma, acredito que a maioridade penal não é o caminho mais sábio, mas não existe nenhum outro caminho a vista para um reorganização social moderna. Tenho realmente pena desses infelizes marginais com caras de crianças, são vitimas também, apenas produtos do meio violento e caótico que foram criados e mau educados sem a presença dos pais, da sociedade e do estado.

Big Brother Brasil X Os filósofos

Por: Prof. Arildo

O filósofo Michael Foucalt bem diagnosticou a sociedade ao compará-la ao panopticon, onde éramos constantemente vigiados e punidos, mas aqui do lado de fora é que vivemos no panópticon e o Big Brother não passa de mais um subterfúgio da cultura de massa já denunciado por Horckheimer, Adorno e críticos pertencentes à escola de Frankfurt, esse tipo de produto foi condenado como elemento do processo alienatório massivo. As câmeras não estão direcionadas para eles, são seus espectadores que estão no spot light, onde a elite dominante dita as regras, vendem produtos diversos, tais como, expressões chulas, conceitos morais depravados, roupas ridículas, músicas de quinta categoria, ideologia burguesa, preguiça mental, hedonismo, falcatrua, mentira, perseguição, falsidade, imoralidade e toda ordem de mesquinharias próprias da mídia televisiva. Eles preparam o exército de alienados com esse lixo cultural, pois são estes mesmos corpos dóceis e mentes imbecilizadas que vão as urnas votar, que vão às ruas, shoppings, cinemas e lojas gastar, enchem seu estomago dilatado com toda essa porcaria e esparramam seu vômito por toda a parte, se vivemos em mundo caótico as causas são claras, nós devemos deixar nossos filhos longe disso, devemos combater, experimente desligar o televisor, reunir a família e falar sobre coisas boas, certamente estaremos construindo um futuro melhor.

A Depressão

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão é algo bastante diferente: é uma doença que exige tratamento. Os sintomas são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Ainda pode gera a perda de interesse por algo, dificuldade de concentração, alterações do apetite e do sono, dificuldade nas atividades físicas e mentais, sensação de morte e sentimento de fracasso. Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados pelos médicos. Basicamente existem as depressões monopolares e a depressão bipolar. O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas. A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. O tratamento para a doença deve acontecer através de uma conciliação de medicamentos (antidepressivos) com indicação medica e o tratamento psicológico através de especialistas como: Psicanalistas, psiquiatras e psicólogos. Depressão é a doença da tristeza e não pode se descuidar.

EXERCICIOS:

1- Faça um breve resumo sobre a depressão e responda as perguntas:
2 – O que é a depressão?
3 - O que pode causar a depressão?
4 – Quais as formas de tratamento?
5 – Por que a depressão é considerada a doença da tristeza?
6 – Quais são os principais sintomas?
7 – Por que o fato de uma pessoa às vezes ficar triste não acarreta depressão?
8 – O que você acredita que passa na cabeça de um deprimido e quais as formas que podemos utilizar para ajudarmos?

sábado, 30 de maio de 2009

Porque perder a esperança na vida? ( o suicídio)


Por: Wanderson Cleiton do Carmo

Porque perder a esperança na vida? Esta é uma pergunta que muitos estão fazendo na tentativa de encontrarem uma resposta para o grande crescimento do autoextermínio, vamos conhecer então um pouco sobre este fato assustador e tão real em nossa sociedade moderna.
Suicídio, esta palavra agressiva tem origem no latim sui-caedere, que tem o significado de consistir em alguém pôr fim intencionalmente a sua própria vida. O suicídio ainda é um tabu para nossa sociedade, mas cresce assustadoramente em todo o mundo. É respeitado pela imprensa brasileira, através de seu código de ética, acreditando os jornalistas que uma vez anunciada a tragédia, certamente poderá acarretar no encorajamento para a ocorrência de um novo fato. Portanto a questão deve ser tratada como um problema de saúde publica, o que ainda não é. De acordo com a psicanálise, o alto extermínio é uma atitude individual de extinguir-se da vida, podendo ter como fatores, entre outros, um elevado grau de sofrimento, que tanto pode ser verdadeiro ou ter sua origem em algum transtorno mental, tais como: psicose, depressão ou transtorno afetivo. Analisando os três casos, podemos associar a probabilidade do endivido ao consumo de drogas, medicamentos controlados e de bebidas alcoólicas. O suicida nem sempre anuncia que irá cometer o ato, mas quando isto ocorre, nunca duvide. O ato é considerado um pecado em muitas religiões (não mataras) e inaceitável pela família da vitima. No Brasil, 4,9 pessoas a cada 100 mil morrem por suicídio. Os maiores índices são do Rio Grande do Sul (11 para cada 100 mil). Em Minas Gerais os municípios que chamam a atenção para o numero de casos, são: São Sebastião do Paraíso, Pouso Alegre e Itabira. O suicídio mata, por ano, cerca de um milhão de pessoas em todo o mundo, provoca mais mortes do que as guerras, acidentes automobilísticos e homicídios somados. Mas o que mais entristece é o fato dos governos (municipal, estadual e federal) não tomarem qualquer medida e fingirem que não está acontecendo isto bem à frente dos olhos de toda a sociedade que se sente impune diante da questão. O certo é que todo suicida acredita na vida após a morte, ou na fuga da consciência de vida. Comece a prestar mais atenção nas pessoas, em suas falas, isolamentos e atitudes depressivas. Nunca duvide quando alguém disser que irá acabar com a própria vida ou que não vê saída se não a morte. Busque ajuda urgente de profissionais da saúde mental, como: Psiquiatras, psicanalistas e psicólogos. Fale de Deus, de alternativas para seus problemas e tente elevar a autoestima da pessoa e jamais deixe-a perder a esperança e a fé na vida. Demonstre interesse por seus problemas e que ela pode contar com você.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A amizade - (O valor da amizade)

A amizade é a relação afetiva sem caráter romântico entre duas pessoas. É um relacionamento humano que envolve afeição, lealdade, cooperação e confiança entre pessoas da mesma família ou não. A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. É uma das mais comuns relações interpessoais que os seres humanos tem na vida. A amizade é a aceitação de cada um como realmente ele é.


Exercícios:

1- Qual a diferença entre amigo e colega?
2 – Qual a maior prova de amizade que você apresentou a alguém?
3 – Existe amizade verdadeira entre homem e mulher? Comente:
4 – Como é possível estabelecer amizade entre pais e filhos?
5 – De sua opinião sobre amizade pela Internet:
6 – Escreva a historia de uma amizade sem sucesso: (min. 10 linhas)
7- O que representa a amizade para você?
8 – Um amigo em qualquer situação perdoa o outro? Justifique:
9 – A amizade entre homem e mulher sempre é colorida? Comente:
10 – Como é possível estabelecer amizade dentro de casa?
12 – É possível confiar em amigos da Internet:
13 – Cite cinco coisas que um amigo faz pelo outro e cinco que um amigo jamais deve fazer com o outro:
14 – Escreva a historia de uma amizade verdadeira vivida por você: (min. 10 linhas)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

MUDANÇAS CLIMÁTICAS PIORAM A FOME


A mudança climática prejudicará nos próximos 20 anos a produtividade de culturas importantes para a alimentação humana em algumas das áreas mais pobres do mundo, segundo estudo de pesquisadores do Programa de Segurança Alimentar e Meio Ambiente da Universidade Stanford (EUA). O trabalho, coordenado por David Lobell, foi publicado pela revista Science.
Os autores apresentam o artigo como um guia para governos e organizações internacionais direcionarem investimentos na adaptação da produção agrícola à mudança climática. Os pesquisadores focalizaram 12 regiões onde, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), vive a maior parte da população desnutrida do mundo. As áreas abrangem grande parte da Ásia, a África, o Caribe, a América Central e do Sul e têm 825 milhões de pessoas desnutridas, 95% do total mundial. Os pesquisadores analisaram 20 modelos teóricos sobre os efeitos do aquecimento global e concluíram que, até 2030, a temperatura média na maioria dessas regiões terá aumentado 1°C, enquanto as chuvas sazonais em alguns locais, como sul da Ásia, sul da África e Brasil, poderão diminuir. A redução mais intensa de chuvas é prevista para o sul da África, chegando a 10% em 2030. A análise revelou duas zonas críticas: sul da Ásia e sul da África. A principal cultura do sul da África, o milho, poderá sofrer perdas de mais de 30% nas próximas duas décadas. No caso do Brasil, as maiores perdas previstas, de 15%, afetariam as culturas de trigo e soja. Isso ocorreria no mesmo prazo, mas com possibilidade bem menor que no caso africano.



Fonte: O Estado de S. Paulo


Exercícios:

1- Esta revelação cria algum espanto na sociedade? Por que?
2- Por que se fala tanto em preservação e continua o desmatamento na Amazônia?
3- Como você imagina que será o planeta na sua velhice?
4- Aponte possíveis soluções para a redução do aquecimento global:
5- O planeta mais quente compromete a produção de alimento, o que fazer para mudar esta realidade?
6- O governo brasileiro tem feito sua parte? O que deveria mudar?
7- Qual tem sido sem papel nesta questão de preservação? O que pode mudar?
8- Faça um desenho, poesia, redação ou grafite sobre o tema:

domingo, 24 de maio de 2009

DEUS REALMENTE EXITE?

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente: - "Sim, fez!"
Deus fez tudo, mesmo?
Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou:
Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
Professor, o frio existe?
Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
-Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda.
A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.
Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?
Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo?
Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.

MORAL DA HISTÓRIA:

Onde está Deus em sua vida?

Esta pergunta de imediato pode não ter resposta ou a resposta que você tem formulado na ponta da língua, bem sabe você, não convence nem mesmo seu coração. Na vida pagamos por todas nossas ações, cedo ou tarde. Queremos atribuir a Deus nossos fracassos e sempre o deixamos de lado em nossas vitórias, não há mais razoes para escondermos os vazios internos e frustrações, nos falta humildade para reconhecermos que nada somos ou somos pouco demais, precisamos dele. A fantasia deve ficar para trás, é hora da realidade, olhe no espelho e veja quem realmente é você ou em que ou quem você se tornou...
Deus não é uma frase bonita, uma religião, um conforto no desespero, é muito mais para quem acredita. O criador está pronto para estender as mãos a qualquer um que queira anda a seu lado, mas esta é uma decisão permanente e não passageira, deve ser uma ação corajosa, audaciosa e verdadeira. As teorias não nos levarão a Deus, mas sim a fé estimulada pelas teorias mal aplicadas que um dia colocamos em nossa vida. Não basta crer, é preciso experimentar e viver.

Pense Nisto!

Por: Wanderson Cleiton do Carmo

O QUE É PSICANÁLISE?

O médico trata das doenças do corpo humano conforme várias especialidades.
O neurologista trata dos transtornos orgânicos do sistema nervoso.
O psiquiatra trata dos transtornos da mente humana ligados à estrutura da mente usando remédios e outras técnicas
O psicólogo trata dos desvios de comportamento usando conselhos e orientações.
O psicanalista trata de neurose e problemas psíquicos procurando sua origem no inconsciente.
Qualquer pessoa tem uma neurose que se formam na infância pelos conflitos psíquicos que a criança recebe no seu inconsciente. E as neurose são responsáveis por algum mal funcionamento da mente, algum transtorno psíquico.
Foi Freud que descobriu a psicanálise quando procurava tratar de pacientes com problemas psíquicos que a psiquiatria não consegue reverter. Ele descobriu um método para acessar o inconsciente e liberar a mente de descargas negativas que provocam sintomas indesejáveis que ele classificou como neurose ou histeria.
Freud definiu a psicanálise da seguinte maneira:
1. A psicanálise um processo rigoroso de investigação do inconsciente, inacessível de outra maneira.

2. A psicanálise é também um método de tratamento de transtornos psíquicos como as neuroses que tem sua origem em conflitos psíquicos recalcados no inconsciente. A modificação da relação entre o "ego" e o inconsciente traz o alívio do transtorno, do sofrimento da mente.
3. Finalmente, a psicanálise é uma teoria que resulta da experiência do tratamento que ele acaba inspirando. Freud a chamou de metapsicologia por se encontrar além da consciência, na realidade psíquica inconsciente. Esta teorização fica porem aberta a qualquer ramo tratando do homem.



Por: Leon Nussbaumer
Psicanalista Clinico

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O DESGASTE DE SER PROFESSOR


Aprenda como pequenas mudanças de hábitos podem melhorar seu trabalho

De manhã em uma universidade, durante a noite em outra. De uma sala de aula para outra, depois de um pequeno intervalo de 20 minutos. Provas para corrigir, atividades para preparar, matérias para explicar. São horas e horas em pé, falando para a classe ou inclinado sobre a escrivaninha para elaborar a próxima aula. Ser professor é desgastante sim, mas é possível se prevenir e evitar complicações que podem tirá-lo da sala de aula por algum tempo.
Não é segredo para ninguém que a principal ferramenta de trabalho dos professores não é o livro e nem uma transparência refletida na parede: é a voz. Afinal, sem ela, seria mais difícil transmitir conhecimento para os alunos. Por isso que cuidar das "pregas vogais", mais conhecidas como "cordas vocais" é fundamental para manter a qualidade de vida e profissional dos docentes.
Com base em uma pesquisa norte-americana, feita por Nelson Roy, da University of Utah, as fonoaudiólogas Fabiana Zambon, do Sinpro-SP (Sindicato dos Professores de São Paulo) e Mara Behlau, do CEV-SP (Centro de Estudos da Voz - São Paulo) iniciaram uma pesquisa com professores e não-professores para verificar os problemas de voz que a profissão acarreta.
O estudo ainda está em fase inicial, concentrado no Estado de São Paulo, mas já tem números expressivos sobre a saúde vocal dos professores, da Educação Básica ao Ensino Universitário. "Vimos que professores e não-professores que já tiveram problemas de voz em uma porcentagem parecida. Mas os docentes têm muito mais alterações recorrentes", conta Fabiana. Dos 259 professores pesquisados, 62,9% afirmam que já sofreram problemas vocais e mais de 15% acreditam que precisarão mudar de ocupação no futuro por conta de problemas na voz.
Os motivos que levam ao desgaste vocal dos professores são, principalmente, a falta de preparo e o uso excessivo e inadequado da voz e as condições impróprias de trabalho. E não é apenas o professor que sai prejudicado, os alunos também perdem em qualidade de ensino. São aulas perdidas, matérias atrasadas e reposições feitas às pressas.

DICAS: O QUE FAZER...
- Beba regularmente água em temperatura ambiente, em pequenos goles, quando estiver dando aulas. A água hidrata as pregas vocais.
- Articule bem as palavras.
- Evite o contato direto com o pó de giz. Quando for apagar a lousa afaste o rosto e evite espalhar o pó, usando o apagador no sentido de cima para baixo.
- Mantenha uma alimentação saudável e regular. Evite alimentos "pesados" no período que você estiver lecionando.
- Evite o café, bebidas gasosas e o cigarro. Eles irritam a laringe. Além disso, o cigarro aumenta a chance de câncer de laringe e pulmão.
- Evite consumir derivados de leite em excesso, pois engrossam a saliva e aumentam a vontade de pigarrear.
- Na hora de acordar e levantar da cama, espreguice e faça alongamentos tentando relaxar.
- Durante o banho, deixe a água quente cair nos ombros, fazendo leves movimentos de rotação com a cabeça e ombros. Isso ajuda a diminuir a tensão do dia-a-dia.
- Com orientação fonoaudiológica, faça exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal, antes e depois das aulas.
- Na sala de aula, utilize recursos que aumentem a participação dos alunos e ajudem a poupar a voz.
- Utilize alguns intervalos para descansar a sua voz.
- Se possível, utilize microfone durante a aula, desde que sua voz esteja treinada para usá-lo.
- Consulte anualmente o serviço de fonoaudiologia e otorrinolaringologia para prevenir possíveis problemas.

DICAS: O QUE NÃO FAZER...
- Gritar. É importante que o professor evite concorrer com ruídos que acarretem um aumento na intensidade vocal (carros, aviões, retroprojetor, ventilador etc).
- Sussurrar. Essa ação força as pregas vocais.
- Pigarrear. Essa ação causa um forte atrito na pregas vocais, irritando-as.
- Ingerir líquidos em temperaturas extremas, ou seja, muito gelados ou muito quentes.
- Falar de lado ou de costas para os alunos. Quando fazemos isso a tendência é aumentarmos a intensidade vocal.
- Falar enquanto escreve na lousa. Isso faz com que o professor tenha que aumentar a intensidade de sua voz e que aspire o pó de giz.
- Chupar uma bala forte quando estiver com a garganta irritada. Isso mascara o sintoma e o professor tende a forçar a voz sem perceber. Quando o efeito da bala passa a irritação na garganta aumenta.
- Roupas pesadas e que apertem a região do pescoço e abdômen.

Fonte: Sinpro-SP

terça-feira, 12 de maio de 2009

13 DE MAIO, UM DIA DE REFLEXÃO

Por: Wanderson Cleiton do Carmo

Nos dias atuais os negros ainda continuam sendo considerados por milhares como uma sub-raça, ignorante, irracional e sem cultura. Os melhores salários e empregos não encontram-se com os negros e ainda questionam e protestam na questão das cotas raciais. O negro não necessita de esmola, apenas oportunidade e real igualdade. As cotas devem apenas ser usadas por um período limitado como forma de reparação, afinal, esta nação foi feita com suor, lágrimas e sangue negro. Não pedimos para vir para o Brasil, fomos arrancados de nossa gente, nossa terra, nossa cultura por europeus idiotas que se achavam donos do mundo e também da África.
Hoje quando você olha para um negro, você o enxerga como suspeito ou vítima? O negro do banco é o faxineiro ou o gerente? Estou cansado de ouvir pessoas arianas dizerem que os negros criam seus próprios preconceitos e auto-discriminação, mas não ouço os mesmos dizendo sobre a miséria do país, onde a grande maioria são negros e que os escurinhos são maioria dos desempregados, e o que mais dói: os irmãos de ‘cor’ ouvirem isto e apenas calarem com um sorriso tosco no rosto.
O negro simplesmente é apático a tudo o que acontece consigo mesmo, não reclama, não luta, não se manifesta e não impõe sua condição de ser racional, social e político, afinal, por falarmos em política, quantos negros os negros já colocaram no poder no Brasil?... Espero que o exemplo dos EUA possa refletir por estas bandas latinas também.
Caso a discriminação e o ridículo preconceito embutido em nossa sociedade não ganhe ares de mudança, a segregação existente e viva nesta sociedade hipócrita irá continuar. Pergunto aos orgulhosos cristãos que tão solenemente batem no peito protestando a fé, onde está o Deus de vocês, que não ensina a amar o que é diferente? Pois o Deus dos negros ensinou e ainda ensina aos mesmos a perdoarem aos religiosos que queimaram nossa gente nas inquisições, espancaram nas senzalas, levam os inocentes para as prisões, estupram nossas mulheres e humilham os que não tiveram a chance ou a garra de colocarem a cara para bater e se qualificarem para este cruel mercado de trabalho e esta cruel sociedade que abraça os negros, mas não os beijam. Será que realmente a escravatura acabou ou se socializou e mudou de nome?

AS PRINCIPAIS RELIGIÕES NO MUNDO

- Judaísmo, fundada por Abraão, no ano 2000 a.C., e Moisés, no ano 1200 a.C. o Judaísmo tem a Tora como livro sagrado (os cinco primeiros livros da Bíblia), escritos por volta de 900 a.C. Jerusalém, tem sua origem na cidade do templo de Salomão.

- Hinduísmo . Tem vários fundadores. No Hinduísmo o livro sagrado é o Rigveda, escrito no ano 1400 a.C. Sua cidade de origem ou sagrada é Benarés (Índia), onde deságua o rio Ganges.

- Budismo . Criado por Siddharta Gautama, dito o Buda (563 a.C.). . O livro sagrado é o cânone de Pali, de 100 a.C., e os sutras, escritos em 20 d.C. Sua cidade santa é o grande pagode de Skwue Dagon, em Rangoon (Birmânia).

- Cristianismo . Criado por Jesus Cristo, nascido em Belém dando origem à era cristã. Seu livro sagrado é a Bíblia dos Judeus (Antigo Testamento), os quatro Evangelhos, as Epístolas e outros livros (Novo Testamento, escrito entre 40 e 100 d.C.). A cidade santa para o Cristianismo é Jerusalém e, para os católicos, Roma (Vaticano).

- Islamismo. Criada por Maomé, nascido em Meca; o seu chamamento deu-se no ano 622, momento do início do calendário islâmico. O Corão é o livro sagrado e foi ditado por Deus a Maomé, através do anjo Gabriel, no ano 622. O Islamismo tem como cidades santas, Meca, Medina e Jerusalém.

Religiões no Brasil
Budismo - Candomblé - Catolicismo - Cristão Independente - Espiritismo - Igreja Católica - Islamismo - Judaísmo - Kimbanda - Pentecostalismo - Protestantismo - Mórmons - Umbanda - Testemunhas de Jeová.

A FILOSOFIA DA RELIGIÃO


A palavra Religião vem do latim e quer dizer: “ligar novamente", ou "religar". Pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte do ser humano indo de encontro com o sobrenatural, o divino, o sagrado e o transcendental, bem como o conjunto de rituais e regras morais que cada um segue conforme a sua crença. Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas, é fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maioria das religiões acreditam na vida após a morte. A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja é um exemplo de regra que exige não só uma fé individual, mas também a adesão a um certo grupo social onde todos acreditam nas mesmas coisas.
As religiões podem ser monoteístas, crendo na existência de apenas um deus, ou politeístas, crendo em dois ou mais deuses. Deus, para as religiões é um ser intocável e de poder infinito, capaz de causar acontecimentos imprevisíveis e impossíveis no mundo e na vida do homem.
No mundo existe cerca de 6 bilhões de habitantes, mais de 10 mil seitas e mais de 2 mil religiões. A maior concentração das seitas estão no continente africano, cerca de 6 mil e 1.200 nos Estados Unidos. A maior religião do mundo é o cristianismo com mais de 2 bilhões de adeptos, mas a religião que mais cresce no mundo é o islamismo, atualmente já chegam a 1.2 bilhão em todo o mundo. De cada 100 pessoas no planeta 19 são muçulmanas, 18 não têm religião ou são atéias, 17 são católicas, 17 são cristãs não-católicas (ortodoxos, anglicanos, protestantes, evangélicos, pentecostais), 14 são hinduístas e 6 são budistas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dia das Mães - reflexão sobre este ser

Mãe é o ser que gera uma vida em seu útero, aquela que adota, cria e cuida de uma criança. Há famílias nas quais o pai faz, de fato, tanto o papel de pai como o de mãe. Já outras famílias são compostas por duas mães ou por dois pais.
O Dia das Mães teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem americana chamada Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e conseqüentemente o Dia das Mães se alastrou por todo Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada no dia 9 de Maio.
No Brasil as mães são homenageadas, todos os anos, no segundo domingo do mês de maio.

domingo, 3 de maio de 2009

DROGAS: PERGUNTAS E RESPOSTAS

01) O que são Drogas?
Droga é toda e qualquer substância que, ao entrar no seu organismo provocam reações físicas e ou psíquicas. Para a OMS - Organização Mundial da Saúde, "droga é qualquer substância natural ou sintética que, administrada por qualquer via no organismo, afeta sua estrutura ou funcionamento".
02) Todas as drogas fazem mal?
Depende. Algumas drogas, quando utilizadas de acordo com orientação médica, são muito eficientes no combate de doenças, e até mesmo para a cura delas. Nossa preocupação é com as drogas que são usadas deforma indevida, drogas estas que agem no cérebro do usuário, modificando sensações, consciência ou o estado emocional de quem as usa.
03)O que é droga lícita?
É a droga liberada, tais como o álcool e o cigarro, solventes e algumas outras drogas que são vendidas livremente. O Poder Publico não se preocupa muito com o consumo exarcebados destas drogas, pois geram muito dinheiro advindo dos impostos cobrados pelas mesmas.
04)O que é droga ilícita?
Todas as drogas proibidas, aquelas cujo cultivo, fabricação, venda e consumo não são permitidos legalmente, e posso citar como exemplo, a maconha, a cocaína, o crack, etc.
05)Todas as drogas causam dependência?
É relativo. Algumas causam dependência física e química. Outras não, como remédios com indicação médica.
06)Que drogas causam dependência?
Causam dependência todas as drogas chamadas de lícitas, tais como o álcool e o cigarro, os solventes, e outras que inclusive são receitadas por médicos, tais como o Lexotan, Diazepan, e também os remédios moderadores de apetite, chamados de anfetaminas. Todas as Drogas tem o poder de viciar uma pessoa.
07) A Droga deixa a pessoa se sentindo bem?
A principio sim, até os efeitos colaterais apresentarem. Este é um dos maiores problemas a serem enfrentados. A grande verdade, caro leitor, é que as drogas, de uma forma geral, causam euforia, somente no início de uso. Passado algum tempo, a pessoa se torna dependente, se escraviza, e sua vida vira um inferno. Para manter o mesmo efeito inicial, o usuário e dependente, vai aumentando dia a dia a dose de drogas, até conseguir se matar.
08) Quais são os tipos de Drogas?
Técnamente as drogas são classificadas de acordo com a sua origem, o seu mecanismo de ação ou a sua legalidade. São conhecidas como: Depressoras, Estimulantes e Perturbadoras.
09) Quais as drogas que são classificadas de acordo com a sua origem?
As Naturais: São as drogas disponíveis na natureza, como o Chá de Cogumelo; Chá de Lírio, Maconha, etc.
As Sintéticas: São produzidas em laboratório, ex: LSD, Ecstasy, Cristal, Boa Noite Cinderela e muitas outras.
As semi-sintéticas: São disponíveis na natureza e processadas em laboratório, ex: álcool, cocaína, tabaco, etc.
10) Qual a classificação das drogas, segundo o seu mecanismo de ação?
Depressoras: Reduzem a atividade cerebral e deixam as pessoas mais relaxadas. Ex: álcool e os calmantes.
Estimulantes: Aumentam a atividade cerebral e cria a agitação. Ex: cocaína, haxixe, nicotina, cafeína, etc.
Perturbadoras: Alteram o funcionamento total do cérebro. Ex: LSD, Maconha, Cogumelo, etc.
11) Qual a diferença que há, entre dependência física e dependência psíquica?
A dependência física é aquela que faz com que o corpo do usuário sinta necessidade constante do consumo de drogas. A psíquica por outro lado, é apenas o hábito de constante usar drogas, mas que o individuo consegue controlar.
12) Como podemos saber se uma pessoa é dependente de drogas ou não?
Uma pessoa dependente apresenta os principais sintomas:
Forte desejo de usar drogas, dificuldades para controlar o consumo de drogas, deixa de lado suas atividades e obrigações, fica nervoso ou depressivo quando não faz o uso, altera o comportamento em casa, escola e trabalho.
13) O que leva uma pessoa a usar drogas?
Pesquisas recentes apontam que os principais motivos que levam um indivíduo a utilizar drogas são: curiosidade, influência de amigos, vontade, desejo de fuga (principalmente de problemas familiares), coragem (para tomar uma atitude que sem o uso de tais substâncias não tomaria), dificuldade em enfrentar e agüentar situações difíceis, hábito, dependência, rituais, busca por sensações de prazer, tornar-se calmo, servir de estimulantes, facilidades de acesso e obtenção e etc.

“Drogas, caminho sem volta e passaporte para a destruição da própria vida e de todos que o ama”.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

MITOLOGIA GREGA: O MITO

Mito é uma estória sobre a origem de alguma coisa, como, por exemplo: origem dos astros, do homem, das plantas, dos animais, entre outros. A palavra mito vem do grego e significa contar alguma coisa para os outros.
A séculos antes de cristo, como não haviam respostas para a origem do mundo e de tudo que nele existe, os sábios da época criavam estórias e personagens com o intuito de responder as perguntas que todos sempre fazem, tais como: de onde vim, para onde vou e quem eu sou.
Os mitos mais famosos eram sobre os deuses, seres imortais com poderes para reger a Terra e recompensar ou castigar os homens.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A FILOSOFIA

A filosofia é uma disciplina intelectual que utiliza métodos racionais e críticos. Procurando definir o mundo e busca respostas para questões fundamentais, como: a vida e a morte, a existência, os valores do ser humano e as mais diversas indagações sociais. A disciplina nem sempre encontrará respostas exatas ou prontas, mas levará sempre ao questionamento, e isto, já ira fazer de você um ser diferente intelectualmente dos demais, um ser pensante.
A disciplina é ampla, podendo ser à base do pensamento de qualquer assunto ou questão. A palavra vem do grego e quer dizer: Amor à sabedoria. Surgiu por volta do século VI a.C. na Grécia, e é considerada a base para todas as outras disciplinas, já que foi a primeira. Investigação, argumentação, análise, discussão, reflexão, idéias, mundo, Homem, sociedade, religião, curiosidade, compreensão, questionamento, realidade, critica, estética, artes, tradição e centenas de outros assuntos irão fazer parte a partir de agora do nosso dia a dia. Bem vindo ao mundo do pensamento.

Atividade:

1 - Faça uma síntese sobre o texto acima:
2 - Pense em sua vida e crie um pequeno texto que relate, as seguintes questões:
A- Quem realmente sou?
B- De onde vim antes de meu nascimento?
C- Para onde irei apos minha morte?
D- O que espero da vida, além da morte?

A Droga e o jovem

Droga é qualquer ingrediente ou substância seja ela química, natural ou sintética que provoca alterações físicas e psíquicas numa pessoa. As drogas naturais são obtidas em plantas e em minerais, as drogas químicas são obtidas em farmácias (lembrando que todo medicamento é droga e faz mal se usado incorretamente) e drogas sintéticas que são fabricadas em laboratórios. As drogas circulam pelo corpo e entram na corrente sanguínea causando dependência, problemas circulatórios, cerebrais e respiratórios, compulsão e outros vários fatores que iguais a estes citados podem levar à morte. Hoje, os principais usuários de drogas são adolescentes de 13 a 18 anos que começam a usá-las por curiosidade, influência de amigos, pelo prazer que elas proporcionam, pelo fácil acesso e pelo desejo de que elas resolvam seus problemas.
Os usuários podem ser classificados da seguinte forma:

- Usuário experimental, que usa drogas pouquíssimas vezes e não se fixa em nenhuma.
- Usuário ocasional, que usa drogas em determinadas situações.
- Usuário habitual, que começa a ter o hábito rotineiro de usar drogas.
- Usuário dependente, que não consegue ficam muito tempo sem usar drogas.
- Usuário de abuso, que usa drogas de forma compulsiva, que enquanto tiver ele está usando.
- Usuário crônico, que é aquele em que a droga passa a ser parte da sua vida sendo o fator mais importante. O uso de drogas é considerado crime previsto no Código Penal Brasileiro cujas penalidades variam de seis meses a dois anos de prisão. O comércio de Drogas é considerado trafico, com punição de até 15 anos de prisão.




Pesquisa mostra que maioria dos viciados conhecem as drogas em casa.

Uma pesquisa do Conselho Estadual Anti-Drogas do RJ sobre pessoas que procuraram ajuda médica pela primeira vez, mostrou que dos 3.672 pacientes que procuraram ajuda, 79,5% moram com a família. Entre os homens, 73% disseram ter histórico familiar de dependência química. Entre as mulheres, o percentual sobe para 83%.
Em muitos casos, o contato com entorpecentes começa cedo. Os pesquisadores constataram que 63% dos pacientes tinham entre 10 e 17 anos quando fizeram uso de álcool, maconha, cocaína e outras drogas pela primeira vez. A faixa etária das pessoas que procuraram ajuda está entre 22 e 39 anos.
O perfil revelou ainda que 68% das pessoas admitiram fazer uso de entorpecentes todos os dias. O álcool é a droga preferida para 55% dos homens e 47,8% das mulheres. A cocaína vem em segundo lugar, seguida da maconha e do crack.

Fonte:www.braha.org/pt/culturadasdrogas

quarta-feira, 25 de março de 2009

Pré-Socráticos

Os filósofos pré-socráticos são aqueles que antecedem Sócrates. A filosofia originou-se na Grécia que abrigou os primeiros filósofos da história. Seus objetivos eram de construir uma idéia que explicasse o racional e o universo para substituir o pensamento dos mitos para explicar a origem do mundo.

Tales de Mileto _ Foi o fundador da filosofia e se baseava na água como elemento essencial. Tales achava que todas as coisas tinham algo físico por trás, o que denominaram arché.

Anaximandro _ Acreditava que todas as coisas tem um limite e que um elemento limitado não poderia ser o princípio. Para ele, somente um elemento poderia ser a origem de tudo. Fundou a astronomia grega.

Anaxímenes _ Para ele a origem de tudo, o arché era o ar. Foi o primeiro a afirmar que a lua recebe luz do sol.

Pitágoras - Valorizou a pesquisa desinteressada do saber, o maior exemplo disso foram suas descobertas matemáticas como o triângulo retângulo, de que a soma dos catetos e igual ao quadrado da hipotenusa.

Demócrito - Criou a palavra átomo, e afirmou que o mundo estava constituído por átomos.

Heráclito - Viu na contínua mudança, na transformação de todas as coisas, a lei geral do universo. Coisa alguma é estável. Tudo segue seu curso.

Exercício:

1- Como surgiu a filosofia?
2- O que você entendeu por arché?
3- Por que o nome pré-socrático?
4- O que motivou o surgimento da filosofia?
5- Em que acreditava Tales de Mileto?
6- Qual era a filosofia de Pitágoras?

ÉTICA

A ética está presente em todos os setores da sociedade. Ela é um conjunto de regras, princípios ou maneira de pensar e expressar suas atitudes. Ética é uma palavra grega que quer dizer: costume e propriedade de caráter. Ela está presente em todas ações.
Todos devem ter um senso ético, uma espécie de "consciência moral", estando constantemente avaliando e julgando suas ações para saber se são boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas e está relacionada às escolhas de cada um.
Ser Ético é agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser sincero, integro e honesto. É ter a consciência " limpa".
O estudo da ética começou com os filósofos gregos há 25 séculos atrás. Hoje em dia, ultrapassa os limites da filosofia e está presente em todas as profissões e formas de comportamento e relacionamento social.


Exercício:

1- Responda e avalie sua postura ética:
A- Já mentiu para um amigo?
B- Pegou algo sem autorização do dono?
C- Fez algo que lhe tirou o sono?
D- Foi falso com alguém?
E- Enganou para se dar bem?

2 – Escreva alguma situação já vivida por você, que você foi ou não ético:

terça-feira, 24 de março de 2009

A educação contemporânea e seu câncer

Prof: Wanderson Cleiton do Carmo.

Para avaliarmos o processo político pedagógico da educação contemporânea brasileira, temos quer ter definições estratégicas e dinamizadas, com parâmetros bem traçados e definidos de onde queremos chegar, o que buscamos e principalmente, o que deve ser remodelado, redefinido ou simplesmente construído.
Educar é preciso e assim sempre a de ser. Quem receberá esta educação e quem irá oferecê-la é que faz a diferença. O educando nem sempre tem a definição adequada do venha ser o aprender em sua percepção, sendo esta talvez, a mais árdua tarefa do educador, que nos dias atuais não lida apenas com os conhecimentos básicos e específicos de sua disciplina de formação. Educar são varias definições, diversos conceitos e uma eterna busca. Como ser um bom educador? Esta pergunta muitos já fizeram, alguns já ousaram responder e certamente terminaremos nossos dias sem a considerável resposta. Certamente temos que encararmos o educar como profissão, dever, troca, devolução, e por muitas razoes ou situações como sacerdócio.
“Quais os principais problemas da educação atual e como resolvê-los”. Esta frase esta tão batida quanto os discurso dos políticos oposicionistas. Os problemas da educação são os mesmos de sempre, não existe novas “dores de cabeça”, são as mesmas de todos os tempos, apenas em novos formatos ou embalagens que combinem com os anos atuais. Os grandes problemas da educação são os seguintes: falta de estrutura física das escolas, mal formação profissional e capacitações, desmotivação pedagógica, social e psicológica do aluno e descontentamento profissional e salarial do educador. Estes são os pontos chaves que geram todo o desconforto acadêmico e social em torno da educação, sendo também, geradores de outros males que afetam diretamente a comunidade escolar. Em todo o mundo os congressos sobre o tema discutem a mesma coisa, chegam sempre as mesmas conclusões e acreditem, nada muda.
Palavras apenas não bastam, é preciso muito mais, necessitamos de ação, coragem e atitude. O educador precisa urgentemente resgatar seus valores e suas definições de vida. Nada dá para ser um mestre pela metade, muito menos, um profissional mais ou menos. E é a definição de destas duas palavras que necessitamos resgatar, pois, em algum lugar do passado ela já fez parte dos nossos ideais. Mestre e profissional. Em das duas você atualmente se encontra, ou não se encontra mais?
Reformulemos a idéia de um mestre, que segundo as definições do dicionário, é aquele que ensina, um artífice do saber, um sábio, um construtor. Analisando esta definição, pergunto novamente a você, onde é que você se encontra dentro desta concepção? Tudo bem se você não se encontrou dentro da definição de mestre, que tal a definição de profissional?
O resumo da palavra profissional é, capacitado em determinada área, que oferece seus serviços ou conhecimentos, lucrando-se do mesmo e realizando-se com o exercício de seu oficio. Bem para muitos palestrantes a palavra é muito alem desta sinopse, mas por hora estes conceitos nos bastam. O certo é que, será que estamos sendo profissionais ou assim como a maestria também se perdeu?
Não existe caminho quando não sabemos onde queremos chegar. Estamos perdidos há vários anos dentro do processo educacional e todos estamos perdendo com isso, a sociedade, os estudantes, o governo e os educadores. Para a realização de políticas educacionais serias, necessita de idéias serias e pessoas comprometidas e capazes. Engana-se que apenas verbas mudam os rumos da educação, ajuda e muito, mas não muda. Os problemas de sempre precisam ser focados e trabalhos um por um, passo a passo, cada um há seu tempo e de seu modo.
Necessitamos de mais atitude e ousadia para a conquista dos ideais. Os alunos sempre serão nossos clientes e vamos ter que nos atualizarmos, os tempos são outros, tempos onde o cliente “sempre tem razão”. Esta razão não é no sentido que devemos os bajular e concordarmos com todas as suas atitudes e ações controvertidas como acontecem infelizmente em algumas escolas particulares, onde por medo de perder o cliente, aceitam que os mesmos façam suas regras. Mas precisamos olhar para este educando como cliente a partir do momento que o mesmo mostra insatisfação com o produto, e que produto é este? O conhecimento. É isto que temos a oferecer, o conhecimento, sempre, podemos oferecer outros produtos embutidos no pacote, como; carinho, amizade, companheirismo, entre outros que sempre serão bem vindos e é ótimo termos, mas o nosso carro chefe, sempre será o conhecimento. Esta definição esta desacreditada. Atualmente o professor está assumindo o papel parcial ou em alguns casos, total dos pais, que a cada dia que se passa perde cada vez mais sua autoridade e sua concepção de pai e gerenciador de uma família. Estamos assumindo papeis que não nos pertence, somos professores, nunca esqueça disso. A grande culpa de assumirmos estes papeis na verdade não é do governo, dos patrões, diretores, pais desestruturados ou da sociedade, a grande culpa de assumirmos estes papeis é nossa, que simplesmente nos omitimos diante das situações e por acreditarmos que não há saída, abraçamos as causas mais diversas e confusas que a sociedade possa oferecer. Não é papel do profissional da educação de ser psicólogo, assistente-social, advogado, aconselhador de casal, padre ou qualquer outra função que diariamente nos chegam às mãos. Podemos sim colaborar e por que não ajudarmos, mas assumiremos papeis alheios a educação, jamais. Enquanto as escolas perdem grande tempo discutindo o que irá fazer com a desestrutura da família Silva - por exemplo - a educação do filho desta família e tantos outros que nada tem a ver com os Silvas, esta ficando de lado. Tudo bem em pensar que sou um insensível, desumano, covarde ou inconseqüente, uma vez que se este pequeno Silva passa por problemas, certamente não estará rendendo da forma necessária. Mas o que quero dizer, é que não é errado ajudarmos e nos oferecemos como mediadores de determinadas situações - claro que não - afinal a escola ainda é um dos pilares da sociedade, o que tento levar a reflexão é o papel da escola e do professor, pois se a família Silva tivesse acesso aos bens e serviços públicos, este não seria um problema direto da escola. Toda a sociedade tem que dividir as mazelas de seu povo, não somente a educação. Como formadores de opinião e membros intelectuais que constituem esta sociedade é que devemos não aceitar tais funções. É obrigação do estado e de todos, cuidar do bem está de sua gente, todas as entidades devem cumprir seu papel. A escola tem sim uma missão incrível de ser a ponte entre sociedade e estado e isto também está cada vez mais de lado, necessitando ser resgato. O mestre é a parte intelectual e pensante desta sociedade e enquanto não agir como tal, nada seremos, a não ser meros figurantes que carregam os mais diversos pesos nas costas e ainda pergunta o porque?
Onde está a igreja, que por séculos derramou sangue pelo domínio do poder? Esta indagação não é provocativa nem mesmo ofensiva, mas apenas questionadora e não falo apenas de uma fé, mas de todas as seguimentações religiosas e dominadoras, esta instituição tão rica em valores humanos, éticos e sacros está omissa a uma serie de coisas, entre elas, a família. O surgimento de centenas de outras doutrinas religiosas pelo país poderia criar uma verdadeira explosão de transformação social, mas o social – ao meu ver – está ficando para as arrecadações financeiras para as manutenções dos veículos de comunicação, para a construção de novos templos, enriquecimento em nome de Deus, etc... Às vezes pergunto, onde Deus está nisto tudo, pois de que adiante ganhar todo o mundo e perder uma alma. As almas sedentas por conhecimento, estão se perdendo e não estamos vendo as religiões se rebelando contra isto. Não quero de maneira alguma colocar a culpa na igreja pelo desmoronamento da sociedade, de jeito algum, mas apenas gostaria de ver esta detentora de tanta força, reagindo e ajudando um pouco mais. Mas aqui minha função não é encontrar culpados ou ficar bombardeando alvos, muito menos ficar colocando meu ‘achismos’ em debate, procuro apenas criar novos horizontes sobre um universo tão grande que gira em torno da educação.
Quem é culpado pelo caos educacional, o governo, a igreja ou os pais? Esta resposta eu não sei, mas prefiro pensar que eu tenho minha parcela de culpa e tenho que contribuir de alguma forma para que as melhoras possam surgir. É fácil transferirmos as culpas e talvez fazemos isto durante toda a vida, mas quando encarar a verdade e de cabeça erguida dizermos, eu sou culpado, eu também sou errado, eu tenho alguma culpa? Será que é fácil dizer isto e assumir uma nova postura, reagir?
Os caminhos para as mudanças podem ser vários e também podem não ser nenhum. Ninguém tem a receita. O que funciona em um município, não quer dizer que ira funcionar em outro. Nosso país é tão extenso e com tantas diferenças, que às vezes até me pergunto ser professor no sul, tem o mesmo sentido que no norte, mas sei que são surtos psicóticos passageiros, pois professor é professor em todo o lugar, podem talvez, agregarem valores, conhecimentos e culturas multi-regionais, mas seremos eternamente professore, lembre disto.
As prefeituras gastam horrores com licitações nem sempre transparentes, com a contratação de empresas de consultorias educacionais, com o intuito de reciclarem seus professore. Certa feita ouvir dizer que o ser humano não é lixo para ser reciclado. Talvez esta idéia de reciclagem oferecida pelas empresas é não crie o resultado esperado. Os consultores, muitas vezes até de outros estados, tentam passar o tempo todo, formulas e receitas ditas infalíveis para o melhoramento e o rendimento na sala de aula. Algumas coisas dão certo, pois partem do principio básico da psicologia e da pedagogia, mas na maioria dos casos, é um investimento não muito bem aproveitado, vejamos porque: a maioria dos professores participante, fazem parte do grupo de aprimoramento – vamos assim chamá-lo – por comprimento de horário, por determinação superior, por medo de assinarem advertência ou perseguições, por oportunidade de sair durante o período da sala de aula, pela gratificação financeira ou indicativa que o curso proporcionará, alem de outros vários motivos. Então pergunto, como um profissional poderá reter conhecimento e mudança de mentalidade desta forma?
Por mais que resultados sejam cobrados das escolas e dos professores, nada mudará se o pensamento organizacional e gestor não mudar. O professor, nem ninguém, aprenderá novas formulas sem o seu próprio consentimento. O profissional desmotivado por qualquer que venha a ser o motivo, jamais chegará ao seu Maximo de rendimento.
Em muitas situações, um ajuntamento de membros da comunidade para um aprimoramento profissional, às vezes, gera mais resultados do que os grandes consultores existente por ai a fora, que usam frases de efeito, exemplos da Inglaterra e metodologias totalmente inviáveis para nossa realidade cultural, estrutural e financeira. Não penso que tais consultorias é um desperdício total, só penso que o profissional é que tem que decidir buscar estes novos recursos, que como estava dizendo, muitas vezes estão ao nosso redor e nem percebemos. Quando buscamos ajuda da comunidade, acho que procuramos pessoas erradas. Geralmente as pessoas mais ilustres do bairro ou da cidade é que são convidadas para participarem da mesa redonda sobre os desafios da educação local e emitirem opiniões – que na maioria das vezes não são utilizadas - sobre a questão. O pastor, o juiz, a medica, o empresário, o prefeito são pessoas sem duvidas importantes para a comunidade, mas será que vivem a realidade da comunidade escolar. Nestes encontros para traçarem o rumo da instituição, pergunto, onde está o presidente da associação de bairros, o atendente da banca de revista, a cabeleireira, a benzedeira, o farmacêutico, enfim, pessoas do povo e que vivem de forma direta com o nosso publico, que poderiam nos ajudar muito mais. “O segredo do bolo pode ser encontrado na simplicidade da receita”. Temos que dá o braço a torcer e convirmos os diretores de outras escolas que tem experiências de sucesso e pedimos ajuda para encontrarmos o caminho das pedras. Por que não buscarmos orientações com a professora aposentada, que certamente passou por muitas coisas. Os empresários que começaram pequenos em nossa comunidade e hoje são bem sucedidos, qual o segredo da gestão? Não damos o braço a torcer, não somos humildes para pedimos ajuda, preocupamos demais com que os outros vão pensar e com as arranhaduras de nossa imagem.
Ser gestor de uma instituição é liderar uma equipe que todos os dias enfrenta grandes desafios e não pode fracassar. A pressão que um professor passa é muito grande e o gestor deve ter esta consciência e dividir este fardo. Muitas escolas perdem grandes mestres pela altivez e soberba de seus diretores e na verdade ninguém é diretor, são apenas ocupantes de um cargo que passa. O gestor deve encarar sua missão, não para ser o melhor que a escola já teve, mas como o mais inteligente e sábio. O bom diretor não é o que ampliou o pátio e cobriu a quadra, mas o que conseguiu as melhores notas nos exames nacionais, o que manteve a melhor equipe, o que motivou seus subordinados, o que foi parceiro do profissional na hora difícil, o que lembrou de ser humano com os funcionários, o que cuidou do prédio e não esqueceu dos alunos, este é o bom diretor e sempre será lembrado, pois foi mais que um gestor que pendurou seu retrato na coleção dos ex, mas foi um líder.
Falar dos processos de educação, às vezes, se torna complicado por demais, não existindo uma razão, um porquê, nem maneiras para tentarmos achar explicações exatas e precisas, tentando dar uma resposta ao porquê desses processos educacionais se tornarem tão complexos, pois se formos avaliar a educação de uma maneira geral, de uma forma globalizada, ela, por si só, se torna complexa.
Já não vivemos mais em um tempo em que devemos achar ou imaginar que a educação é somente o ler e o escrever, pois hoje em dia é exigido de nós, profissionais da área do ensino, muito mais do que a capacitação da leitura e da escrita. Hoje em dia recebemos a incumbência e a missão de propiciar ao indivíduo aos seus relacionamentos humanos e, mais que isso, temos que capacitá-lo para que ele possa responder à altura que esperamos em meio à sociedade.
Mas, na verdade, o que é que esperamos? Que o resultado de todo um processo de aprendizagem possa ser coroado com o estigma de que, de alguma forma, participamos da formação do caráter de um indivíduo de bem para a sociedade.
E quando trazemos dentro de nós este objetivo, este ideal, conseguimos então ter uma visão unidirecional sobre a educação, visto que já foi-se o tempo em que o magistério deveria ser interpretado como sacerdócio, na opinião de algumas pessoas, mas essa velha frase não nos leva a despertar o pensamento para analisarmos, enquanto formadores de cidadãos, alimentando outros objetivos dentro de uma sala de aula, e não somente aquele de “venci mais um dia, venci mais uma jornada e meu dia está ganho.”
Na verdade, não podemos olhar sala de aula somente como mais um dia ganho, porque não é assim. Na realidade, ela é uma grande surpresa se pensarmos no quanto também somos dependentes dela, não só no aspecto financeiro, mas todo professor, assim como todo aluno indisciplinado, necessita da escola para sua sobrevivência enquanto pessoa.
Embora pareça soar muito forte em nossos ouvidos, parecendo algo impensado ou irracional que digo, mas não é. Somos dependentes daquilo que nos faz sentir úteis para o próximo, para a sociedade. Não somos simplesmente os ensinadores da leitura e da escrita. Somos colaboradores da formação de uma nação, e como precisamos nos agarrar a esta idéia, nos apegarmos a este princípio e vencermos inúmeras barreiras que o sistema educacional apresenta hoje.
Assim como já dito, do professor e sua necessidade da escola, também digo sobre o mau aluno e necessidade do mesmo da escola. Recentemente, algumas pesquisas apontaram que uma porcentagem dos alunos menos interessados ou indisciplinados no ensino fundamental e parte do médio, quando chegam na fase adulta, no vestibular, não é de se espantar que suas escolhas sejam pelas áreas do magistério, e é neste ponto que faço dois pensamentos: a necessidade do ambiente escolar – é ali que esse indivíduo se sente valorizado como pessoa, pois é um ambiente em que é compreendido, não é discriminado, não é julgado, não é excluído da sociedade, pelo contrário, é incentivado a crescer, a amadurecer, sendo cobrado em suas atitudes, razões, e muitas vezes isso não é encarado por esse ponto de vista, mas, muitas vezes, nossos alunos necessitam justamente disso, ser incentivados, estimulados.
Não podemos somente cobrar, cobrar, cobrar, sem sabermos, talvez, o que estamos cobrando. Somos espelhos de uma sociedade que ajudamos formar, e o que estamos ajudando a refletir, ou o que nossa imagem reflete para esse indivíduo em construção?
Quanto ao segundo pensamento a que me referi, sobre o aluno que, para muitos não vai dar em nada e, quando nos damos conta, nos deparamos com o mesmo na sala dos professores, alguns anos mais tarde, e em tom irônico, assustado, estarrecidos perguntamos: “o que faz por aqui?”, e ele responde: “sou professor também, esse ano trabalharei com você.”
O que passa na cabeça de quem vive essa situação seria uma pergunta espantosa:”mas como isso é possível?” ou então “não é possível!”. Entretanto, essa possibilidade, essa realidade que tem surgido, também é com desmerecimento em nível superior dentro das universidades, que se proliferam-se nos lugares mais longínquos dessa nação, de forma desestruturada, desorganizada, mas de forma capitalista, com fins somente lucrativos e, em muitos casos, eleitoreiros.
Então, a percepção que se tem é de que os cursos de magistério estão tão desmerecidos dentro do contexto de seriedade que os mesmo mereciam que se tornem mais baratos, de custo fracionado, pois, se assim não for, corre-se o risco de fecharem suas portas, como já tem acontecido em muitos casos.
Assim, esse aluno que é cobrado pela sociedade para ter um curso superior, um diploma, uma profissão, um futuro, optam por alternativas, e muitos são os casos em que essa alternativa torna-se o magistério, que também, por sinal, dentro dos campus universitários passam por uma nova transformação, na qual é cada vez mais comum a ausência do aluno, nos chamados cursos à distância ou semi-presenciais, mas não vamos aqui abrir este novo leque, pois a discussão é ampla. Em uma nova oportunidade falaremos sobre isso.
Entretanto, gostaria de analisar esse aspecto desse novo professor que chega no mercado de trabalho, quais são as suas esperanças, seus anseios, sua dificuldades, suas necessidades. São perguntas que não são feitas para este profissional, muitas vezes sem qualquer experiência concreta em sala de aula, caem de pára-quedas, através de um concurso público ou, então, por muitas vezes, por camaradagens e favorecimentos, mas na prática, o que esse formador de cidadãos tem a oferecer, ou a receber, além de seu salário questionado em qualquer esfera social desta nação.
É extremamente comum ou natural um professor desdobrar-se em duas ou mais escolas, durante o dia, à noite, ou até mesmo em outros trabalhos além do magistério, inclusive nos finais de semana, para que ele possa viver com o mínimo de dignidade, enquanto governadores e prefeitos os enxerga somente como cidadãos reclamadores, não de direitos, mas questionadores de benefícios, que, a seu ver, sempre são acima do necessário.
E já que entramos nesse pensamento governamental, seria importante analisarmos os projetos e pensamentos, dentro do quesito governo, para a área educacional, e gostaríamos muito de saber o que pensam, o que esperam, quais os resultados de tantos projetos que tentam implantar para um período de médio a longo prazo. As propagandas eleitorais são bonitas e vendem uma realidade inexistente.
Os secretários de educação, quer na esfera federal, estadual ou municipal, em oitenta por cento dos casos, determinam o padrão intelectual e educacional deste país, mas nunca pegaram em um giz para preencher um quadro negro.
Os gestores da educação desta nação, que determinam os rumos de alunos e professores, nunca lecionaram em uma sala de aula. São realidades extremamente diferentes de suas vidas, de seus mundos, de suas profissões, de suas habilidades, o que faz, sim, a diferença. E é uma diferença em que nós estamos a pagar.
Não é de se estranhar que muitas vezes somos obrigados a colocar em ação determinados projetos elaborados por, sabe-se lá quem, com quais critérios, que nós sabemos que não dará o resultado esperado.
As escolas estão sucateadas, e não somente em termos físicos e financeiros, mas também nas idéias, pois a maioria dos gestores escolares, dos diretores de escolas, são pessoas que ainda não entenderam ou não interpretaram a nova linguagem do mercado de trabalho, que é a de cooperação, parceria, união, diálogo.
Não podemos generalizar de forma alguma, porque a esperança é que isso mude, mas digo, que na maioria dos casos são pessoas simplesmente apegadas ao poder que tal cargo lhes proporciona, se é que podemos dizer que isso gere algum poder.
Não aprenderam até o presente momento a serem líderes, pois ainda colocam em ação a idéia de chefe, que já está falida. E se você não tem liderança nesse grupo de professores que compõe cada escola, você não tem respeito dos mesmos, e na maioria das milhares de escolas existentes neste país o que impera é o medo dos chefes de mentes arcaicas, endurecidos pelos resquícios de uma ditadura militar, arraigados dentro de filosofias político-partidárias e temerosos de perder este “poder”, ou medo de não serem mais.
E vale sempre ressaltar que o respeito não se impões, se conquista, e já passou da hora dos diretores escolares terem a percepção de que devem tornarem-se gestores escolares, líderes, motivadores de uma equipe, molas propulsoras de uma escola de sucesso, pois assim como os alunos se espelham em nós, professores, também nós, pelo sistema natural da razão, temos que nos espelhar em quem nos lidera.
E esta fica como uma questão em aberto: quem tem nos liderado, quem tem estado à frente da escola onde eu me encontro? Pois depende, em muitos casos, do sucesso deste, para o meu sucesso com o outro, mas o sentimento é o contrário, esperam o sucesso do outro, de mim, para que alcance o seu.
Mas não dá mais para vivermos de forma individualizada, dentro dos parâmetros do ensino. É momento de troca, de compartilhamento, temos que perder o medo de dividir o conhecimento, porque este sempre foi o pensamento existente, de que se o outro tiver os mesmos conhecimentos que eu, ou um pouco mais, ele vai tomar o meu lugar. Contudo, sempre existirá lugar para que é bom, é capaz, para pessoas que se disponibilizam para fazer o que se propõe.
O egoísmo profissional deve ser superado porque enquanto não começarmos a quebrar as barreiras entre nós profissionais do ensino, não conseguiremos quebrar barreiras dentro do próprio ensino. São inúmeras as paredes que precisamos derrubar, mas derrubá-las é de certa forma fácil, difícil é deixar a casa em ordem.
Onde queremos chegar, quais são nossos objetivos enquanto educadores, que tipo de cidadão estamos ajudando formar, o que queremos profissionalmente, qual o grau de satisfação que estamos tendo enquanto educadores?
Será que ainda conseguimos sonhar com dias melhores, ou situações melhores, que elevem nossa estima para continuarmos no sacerdócio educacional? Essas são algumas perguntas que devemos fazer todos os dias, antes de entrar em uma sala de aula, não com o pensamento de vencer mais um dia, mas com o pensamento de que naquele dia dividimos nosso conhecimento e ajudamos a colocar mais um tijolo na construção de um prédio de caráter, de ética e de cidadania de um indivíduo que estaremos, de alguma foram, colocando na sociedade.
Por mais perdidos que os sentimentos possam parecer, por mais confusos que eles mostrem-se neste momento, onde a educação perde seus parâmetros, eu, enquanto educador, não posso perder o meu alvo, a minha meta, pois se perco meu direcionamento, não vou conseguir direcionar meus alunos.
Mas ainda sou o espelho no qual eles olham, e alguma coisa tenho que refletir, senão meu próprio sentido de ser se perde, e se perdendo, perco também a própria razão.
Vamos analisar a partir de agora a questão aluno e escola. E são inúmeras as formas de abordagem que podemos pensar para definir, refletir, ou imaginarmos diante do contexto escola X aprendiz, ou até mesmo aprendiz X educador, e assim de forma sucessiva.
Mas o intuito passa a ser definirmos, de alguma forma, como o aluno vê a escola, a educação, de forma contemporânea. Quais são os novos rumos e quais devem ser as novas abordagens a serem adaptadas dentro de sala de aula.
Se começarmos a analisar crianças e adolescentes dos tempo de hoje, iremos notar de forma gritante o quanto tudo mudou do nosso tempo de escola aos dias atuais, e é um grande erro imaginar que tudo continua da mesma forma.
Centenas de escolas ainda acreditam que jovens e crianças do passado são os mesmos. Professores e gestores mal adaptados com a nova realidade dos tempos modernos abordam o que podemos chamar de clientela, de uma forma arcaica, vazia e ultrapassada, dentro dos moldes que a educação hoje exige.
O grau comparativo que se tem na sociedade é muito errôneo, pois constantemente iremos ouvir, de inúmeros integrantes dessa mesma sociedade, a frase: “no meu tempo não era assim...”. E de forma bem lógica e clara, temos a definição e a compreensão de que realmente em determinado passado não era assim.
Não adianta querermos comparar a juventude atual com a dos anos sessenta, pois lá enquanto grande parte dos professores dançavam o iê-iê-iê, achando que isso era rebeldia, hoje, dentro da sala de aula, os alunos tentam ouvir a banda Sepultura em último volume.
Precisamos compreender e aceitar que vivemos em um novo tempo e precisamos ter, criar e adaptar em nosso sistema didático novas fórmulas para atrair esta nossa clientela.
Agora, imagine você, os adolescentes e jovens de hoje em dia são extremamente frustrados, o que nos leva a perguntar: será que eles têm outras alternativas a não ser viver uma vida frustrante?
Já passamos do período de grandes conquistas, em que maioria de nós, de alguma forma, teve que participar. Tivemos de ir para a rua lutar contra um ditadura, contra uma regra de conduta na sociedade, na qual não aceitávamos. E hoje, nossos adolescentes não sabem sequer o que é democracia, e como é difícil tentar colocar esse conceito dentro da concepção e do contexto de vida dos mesmos.
Tivemos que ir para as ruas com as caras pintadas para pedir o fim de um governo que trouxe a esperança almejada, que jurou revoluções e mudanças éticas dentro da política, e não honrou seu compromisso. E se hoje, para nós, tudo isso é lembrança, para eles é passado.
Precisamos, então, começar a entender que nossas recordações não são recordações das pessoas às quais nos dirigimos, que tentamos guiar. Hoje em dia nossos jovens não lutam por nada, não têm ideais, sonhos.
Sempre me pergunto: onde estão os idealismos? Quando não se sonha, não se luta. Sem luta não há conquista. Mas também de que importa a conquista quando não se tem nada a conquistar a não ser a vida dentro do cotidiano ou da filosofia de viver um dia por vez.
E é assim que vejo os jovens de hoje em dia: simplesmente acreditando em um dia por vez, sem pouco importar-se com o dia de amanhã. E deve ser muito frustrante ser jovem nos tempos modernos, pois o tempo todo ouve-se as seguinte frases: “no meu tempo não era assim..., as músicas dos anos 80 eram muito melhores, isso não é cultura, chama isso de moda?, isso é música?” , e assim infinitas outras frases que deve ser muito frustrante ouvir.
Tentemos imaginar então dentro da cabeça de um adolescente, ouvindo tudo isso, alguém dizendo: “olha, a sua vida não tem graça nenhuma, ela não tem nenhum sentido, porque a minha é que foi bacana, a minha juventude é que foi boa, no meu tempo de escola era melhor...”
Por que será que não dá pra fazer desse nosso tempo também um tempo melhor? Temos aí algumas pesquisas que foram realizadas por universidades de renome, que demonstram que o grau de concentração dos alunos nos dias de hoje, não é o mesmo dos alunos de vinte anos atrás. E há vinte anos atrás esse nível de concentração era de cinqüenta minutos e hoje em dia as aulas são baseadas em cinqüenta minutos, acredito eu, que a pedagogia de anos atrás adaptou essa grade de tempo justamente pensando nesse grau de concentração.
Mas nossas crianças, hoje, vivem uma nova realidade. Pesquisas recentes demonstram que o grau máximo de concentração de uma criança atualmente é de seis minutos. E seis minutos é a base que temos dos programas televisivos, então começamos a interpretar como a máquina chamada televisão está tão adaptada à educação dos nossos filhos.
As crianças de hoje em dia, na maioria dos casos, não têm a presença paterna, e muitas também, não têm sequer a presença materna, sendo que não podemos dizer somente filhos de pais separados, mas sim pais modernos que não têm mais tempo para os filhos.
As famílias já não se reúnem mais, não conversam mais, noventa por cento dos pais de adolescentes não saberiam responder dez por cento do que os filhos gostam, pensam, praticam, fazem.
Vivemos em uma sociedade sem identidade, e essa mesma sociedade estamos dando de presente para a nova geração? Entretanto, não podemos descarregar toda a culpa do mundo em cima de nossos adolescentes e jovens, que temos que encarar diariamente dentro da sala de aula. Eles não têm culpa da sociedade frustrante que receberam de herança. E quando vejo um aluno fracassado em notas acredito piamente que cinqüenta por cento desse fracasso pertence aos pais.
Mas a escola não é um lugar atrativo. Imagine você que nessa era das músicas compactadas em um pequeno aparelhinho do tamanho de uma caixa de fósforo, na qual cabem mais de cinco mil músicas, na era dos games, da Internet em alta conexão, dos amigos virtuais, e assim sucessivamente, imagine você falando de coisas onde ele não consegue enxergar nenhuma objetividade para a realidade da sua vida.
Então temos que pensar em como conquistar esse adolescente, esse jovem. Recordo-me que no início de minha carreira como professor havia uma sala de sexta série, que era muito indisciplinada. Então, humildemente, na sala dos professores, abordei uma professora de meia idade com vasta experiência dentro do magistério e pedi auxílio para que pudesse conduzir de forma adequada aquela sala, onde ela mesma obtinha tanto sucesso, perguntando-lhe qual a pedagogia que ela usava para aquelas crianças e meu choque foi tamanho quando ela disse que usava a pedagogia do grito.
Chocado com a resposta, tentei usar outros métodos que deram resultado na sala e alcancei sucesso. Mas apresentei este exemplo somente para ilustrar como as pessoas ainda encaram a sala de aula.
Por muitas vezes temos que entrar dentro deste mundo dos nossos alunos e conhecer um pouco mais para que a gente também possa ter os objetivos alcançados e os resultados esperados dentro de nossas disciplinas. Temos que ser conectados, ou pelo menos tentar nos conectarmos, com as músicas da moda, com as vestimentas, com os programas televisivos, e assim por diante.
Eu não posso simplesmente querer bater de frente com um aluno porque isso não dá resultado mais, gritos a maioria dos alunos já ouvem em casa e isso não resolve mais, isso não dá mais resultado. É preciso uma nova pedagogia, uma nova psicologia para nossos atuais clientes, pois um cliente insatisfeito é um problema que se cria.
Claramente não posso dizer que estou pronto para fazer todas as vontades de um aluno, mas preciso ter a consciência de que minha realidade de mundo não é a mesma que a dele, minha cultura não o pertence, meu mundo não é o mesmo mundo dele.
Preciso ser uma ponte entre os dois mundos, entre o mundo real e o mundo abstrato que cada adolescente cria para si. Podemos ser a resposta do silêncio de cada adolescente, pois sabemos que todos têm os seus dilemas, suas buscas e dúvidas, e podemos ser os caminhos que levem as soluções, ou parte delas, para que possam enxergar na educação um caminho não apenas de regras e deveres, mas também de direitos e necessidade.
Temos que despertar em nossos alunos o senso crítico, que é consumido e roubado a toda hora. Não existem fórmulas mágicas de conquistar os aluno, senão conquistar a confiança de cada um, e cada professor tem que encontrar um método, descobrir esse segredo e, acredito, ser a sinceridade o grande caminho para esse objetivo.
Jamais posso esquecer que meu tempo não é o tempo dele, e o mundo e as coisas do mundo são muito mais interessantes do que as coisas da escola, mas jamais posso desistir. Ainda mais quando não me resta saída, a não ser chegar ao sucesso, pois na maioria das salas em que entramos, a sensação de fracasso já está presente, e não posso cair nessa conformidade.
E ainda tenho que ter a percepção de que os próprios alunos demonstram os caminhos que devo seguir para chegar até eles, deixando bem claro a função dos dois papéis: aluno e professor.


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